Jô Moraes defende redução de jornada

Sempre presente na luta dos trabalhadores, Jô Moraes falou para a comitiva de trabalhadores da categoria da saúde, dia 13 de abril de 2010, na Esplanada dos Ministérios, para apoiar o estabelecimento do limite máximo de 30 horas semanais. 


Filmado e editado por Sérgio Ribeiro, produzido pela Colibri Filmes.



Recado da Jô - Metrô é o transporte público mais viável

O caos diário vivido pela população para se locomover em Belo Horizonte e nas cidades do entorno foi assunto tratado no Seminário sobre Mobilidade Urbana, uma iniciativa do deputado estadual Carlin Moura do PCdoB, na Assembléia Legislativa. Na ida e na volta pude comprovar o que muito se comentou: na maioria dos carros, apenas o motorista. Não seria assim, se as obras do metrô tivessem sido realizadas na cidade e na Grande BH, dentro do cronograma previsto, ligando bairros, regiões e municípios.

Quando Carlin citou a luta empreendida pela Frente Parlamentar de Apoio à Região Metropolitana, da qual faço parte, para que o metrô seja de fato uma realidade, e que este meio é a alternativa mais viável para barrar nossa penúria diária no ato de ir e vir, foi bastante aplaudido. Ou seja, o metrô é igual conselho de mãe: Todos sabem que é a solução mais sábia, mais correta, mas o viés econômico tem falado mais alto. BH, Contagem, Ribeirão das Neves e tantas outras cidades não comportam transporte urbano apenas por ônibus e carro. A prioridade ditada pela indústria automobilística e pelo modelo de concessão vigente até aqui não pode prosperar. Tornou-se inviável.     

No ciclo de debates muitas e grandes surpresas. Reencontrei o engenheiro Rogério Belda, de São Paulo, que me acolheu e escondeu no período da ditadura militar, quando ainda muito jovem tive que abandonar família e amigos para não ser presa. Tempos impensados para a nossa juventude que vive a democracia da escolha política, embora boa parte de nossos meninos e meninas esteja submetida à ditadura das drogas; dos narcotraficantes. Ainda há muito a avançar. 


Recado da Jô - Parabéns Contagem!

Nossa vizinha Contagem está comemorando 99 anos de emancipação política. E sua história é fascinante, assim como sua gente. Basta dizer em 1938 o então governador mineiro, Benedito Valadares, por desavenças com o então prefeito da cidade, rebaixou-a à condição de distrito de Betim. Para isso, elevou Betim à cidade. Tudo anunciado através do noticiário “A Hora do Brasil” e concretizado depois, por um decreto lei que o governo federal fez publicar a seu pedido. Por 10 longos anos a cidade constou como distrito de Betim.
Contagem é também marco histórico da luta democrática dos trabalhadores. De metalúrgicos que fizeram greve em 1968 de resistência à ditadura militar instalada no Brasil em 64. Nas paredes do salão do Sindicato da categoria a história está estampada em enormes fotografias de operários uniformizados, parados, cercados pelas tropas. É de arrepiar.

A greve surgiu dentro das fábricas, primeiro na Belgo, e se estendeu por toda Contagem, mobilizando mais de 16 mil trabalhadores de diferentes empresas. Foi a primeira grande greve da ditadura militar. Não adiantaram ameaças de enquadramento na lei de segurança nacional, de dispensa, corte de dias, a lei anti-greve. Nada. Parte da cidade foi ocupada por tropas. Foram proibidos os ajuntamentos, distribuição de boletins... Apesar de toda repressão a greve foi mantida. Os operários resistiram ao marechal Costa e Silva, às suas baionetas e demais mecanismos de repressão. Conseguiram 10% de aumento salarial.
Contagem tem história de organização social, de mulheres que lutam contra a violência que se abate sobre elas e seus filhos.  Contagem é símbolo do progresso avassalador. Tem o terceiro maior parque industrial do País. É também palco para iniciativas de gestores que têm disposição, boa vontade e parcerias para levar a cidade ao desenvolvimento sustentável.  É local de gente decidida e amigável que sabe plantar, regar e colher bons frutos. 


Recado da Jô - A Cultura pede passagem

Estive na Plenária de Cultura promovida pela candidatura Hélio Costa/ Patrus Ananias, da Coligação Todos Juntos por Minas (PMDB, PT, PCdoB, PRB) que reuniu mais de 300 pessoas no Teatro Inimá de Paula, na área Central da cidade. Pude ver a fala do rapper Renegado: “Lei de incentivo a cultura não deve servir de muleta para nosso trabalho e não pode guiar nosso caminho". Para ele, “a cultura do morro deve descer e romper as fronteiras do asfalto”. Uma fala pertinente de um jovem militante da União da Juventude Socialista (UJS) do Alto Vera Cruz, menino-grande, poeta, cantor, cuja música rompeu as fronteiras do Atlântico (está voltando de uma turnê na França). Exemplo de superação e garra, Renegado é orgulho para Minas e para o PCdoB. A Plenária contou com a presença dos candidatos a governador e vice, Hélio e Patrus, que apresentaram suas propostas para o setor e se comprometeram com as bandeiras dos vários segmentos que representam a Cultura em Minas Gerais. 

Recado da Jô: ALEGRIA DA POLÍTICA DAS RUAS

Lá do palanque, onde eu estava dava pra sentir a alegria da política nas pessoas que participaram do comício de Dilma e Hélio. Num momento em que você escuta certas pessoas dos setores médios virando a cara para um panfleto de divulgação sem nem saber de que candidato é a cidadania se reafirma na Praça da Estação. Foi muita ousadia fazer um comício de rua quando a campanha ainda está "fria". Mas há uma importante parcela dos mineiros e mineiras que têm consciência de que é a hora de levar Minas para o rumo do Brasil.
Lula estava do jeito que ele gosta falando para os 'SEUS', o povo pobre desse país. Não fez média com o Aécio. A vida e a política mostraram que é preciso ter"lado", são dois projetos mesmo. E o caminho de Minas é a aliança daqueles que, em algum momento lutaram pela mudança: PMDB, PT, PCdoB, PRB. Muito interessante quando Dilma lembrou a chapa com ela de BH, Hélio de Barbacena, Patrus de Bocaiúva, Zito Vieira de Nanuque e Pimentel de BH. Michel, um paulista do nosso lado foi pra quebrar o exclusivismo. Bela homenagem Lula fez às mulheres quando disse que o maior legado que ele poderia deixar ao país é mostrar que uma mulher pode governar o país, com mais competência do que muitos homens.
Jô Moraes


Recado da Jô

JÔ CAMINHA EM BH

Foi muito boa a atividade realizada pela nossa campanha em todas as regiões de BH. Não deu para ir nos 24 pontos em que o pessoal realizou o bandeiraço. Fui no Prado, no Alto Vera Cruz, no Santa Teresa e terminei no Bairro Nacional. Cada lugar dessa cidade vive uma alegria e uma necessidade muito particular. O que mais marcou foram duas situações. No Alto Vera Cruz a gente tem a sensação de que as pessoas, os carros e o comércio informal vivem  verdadeira guerra civil. Mas há uma cumplicidade própria de quem sabe que tem de partilhar as dificuldades para diminuir seu impacto no cotidiano da vida de cada um. Mas um paciente psiquiátrico que havia misturado remédio e bebida ficava circulando pela rua e, em vários momentos, o motorista do ônibus pacientemente esperava que ele saisse da frente para não atropelá-lo. No caso de Santa Teresa era uma despedida particular. O tradicional Bar da Bocaiúva vai fechar porque compraram o quarteirão para construir outros espaços. Uma multidão ocupou as mesas e cadeiras nas ruas para realizar uma verdadeira vigília em defesa dos espaços de encontro das pessoas. Marilton Borges e família partilhando a esperança. BH precisa construir um projeto para manter-se em encontro. Valeu BH!